sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Feliz Novo Ano Lunar 2018!

General JiangWu, Tai Sui (Divindade Protectora) deste ano


Este ano lunar é um ano Wu Xu, ou seja, Ano Cão Terra Yang, e corresponde ao ano 4715 do Calendário Taoista.

sábado, 20 de janeiro de 2018

"The Neidan Experience", 20/01/2018

"The Neidan Experience", Meditação Daoista, hoje, no Templo LaoZi.

Antigos e novos alunos sentem calor no Dantian e no corpo.

No final, todos se sentem radiantes e renovados.

Muito obrigado!

TaiShang LaoJun Ganyin DaoZu Cibei






quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dia de TaiYi Jiu Ku Tian Zun

Hoje, 11º dia do 11º mês lunar, 28 de Dezembro 2017, celebra-se o dia de TaiYi Jiu Ku Tian Zun, Senhor que Liberta do Sofrimento e da Miséria.

Tai Yi Jiu Ku Tian Zun manifesta-se nas Dez Direcções, liberta todas as Almas e traz alívio ao sofrimento de todos os Seres, respondendo a todos os que chamam pelo seu nome.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Dia de Yuan Shi Tian Zun

Celebra-se hoje, dia 22 de Dezembro, Yuan Shi Tian Zun, a primeira das Três Purezas (SanQing), o topo do panteão Daoista.

De acordo com a cosmogenese Daoista, Yuan Shi Tian Zun representa o começo da Luz a partir do Vazio Original.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Peregrinação a Taipei, Taiwan

Taipei, Taiwan, 29 de Setembro a 4 de Outubro 2017.
Peregrinação
Guiadas pelo Mestre José Barreno, embarcámos numa viagem ao centro do nosso próprio coração para perceber o que é caminhar de mãos dadas com os Deuses.
Recebidos e acompanhados pelo Mestre Huang Sheng De 黄勝得, fomos acolhidos no Templo da Deusa Mãe, em Sung Shan Tsu Huei Temple 松山慈惠堂 (https://www.facebook.com/mu.nian.mercy.fans), recebidos pela própria Mãe, Mestra Kuo Yeh-Tzu 郭葉子, pela irmã Mestra Teresa Chi, e por todas as outras irmãs。
Estivemos com o Mestre Li Youkun 李游坤, conhecemos um dos seus Templos, dedicado ao City God, visitámos o Museu Nacional, a montanha de Zhinan com os seus numerosos Templos e Altares, deambulámos pela cidade de Taipei, em cada rua encontrando pequenos e grandes Templos, sentindo a presença dos Imortais em cada um.
As SanQing penetraram em nós, e a Mãe, carinhosamente chamada Mu Niang, abriu-nos o coração. Também Lu Tong Pin nos tocou, e Mazu, e o City God, tal como o Buda nos acompanhou, assim como nos encontrámos com Cai Shen, com Doumu, Guan Yin, Bei Dou, os nossos Tai Sui e Wen Luo, entre muitos outras Divindades.
Diariamente vivemos Rituais e práticas, momentos de oração, de meditação e entrega. A familiaridade com os Imortais é uma constante no dia a dia em Taipei. Todas as tradições se encontram, todos as Divindades são igualmente reverenciadas. Em Taiwan tudo está preparado para aceder à maravilhosa e misteriosa dimensão espiritual da nossa existência.


Muito obrigada a quem tornou possível esta viagem.

Tai Shang SanQin Ci Bei


Com o Mestre Huang Sheng De, à chegada a Taipei, Taiwan


Chegada a 松山慈惠堂 Sung Shan Tsu Huei Tang, Templo da Deusa Mãe
Com o Mestre Huang ShengDe, Mestra Teresa Chi, Sr. Li, Sra. Wu

No Templo da Deusa Mãe. Todos os momentos são bons para praticar.


Templo da Deusa Mãe. Detalhe dos telhados.


Almoço com o Mestre Li Youkun, família e alunos


"Panorama of Mount Lu", Pintura de Chang Dai-Chien (1899-1983)
Museu Nacional de Taiwan

"Panorama of Mount Lu", outra perspectiva


Museu Nacional de Taiwan


Budha, no Museu Nacional de Taiwan


 Templo de Mazu, Taipei


No Templo de Mazu


Celebração no TIE - Taoism Institute, Taipei, Taiwan


SanQing, As Três Purezas, TIE - Taoism Institute


San Qing, TIE - Taoism Institute


Templo Chih-Nan (Zhinan), Taipei.
Também conhecido como Templo Xiangong, é um dos mais famosos complexos de Templos Taoistas (inclui um Templo Budista) localizados na montanha, mesmo ao lado de Taipei.


Templo Chih-nan, Taippei.
Templo dedicado a Lu Dong Pin. Este foi o primeiro Templo deste Complexo de Templos a ser construído.


 Templo Chih-Nan
Beidou, ou as Estrelas da Ursa Maior


Templo Chih-Nan

Templo Chih-Nan


Sung Shan Tsu Huei Tang
Ritual da Manhã. diariamente no Templo da Deusa Mãe


Com a Mestra Kuo Yeh-Tze, no Templo da Deusa Mãe


No Templo da Deusa-Mãe

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

8º Retiro da ADP

Estimados Companheiros no Caminho


Terminou no domingo passado o 8° retiro da ADP.


O local foi seleccionado de acordo com a qualidade do Yang, o vento, o sol e a água. O alimento frugal e vegetariano, a um só tempo purificador e regulador. A lua que foi cheia, ou o máximo de yang no yin.


Durante três dias, praticámos as artes do movimento, penetrámos os mistérios do interno através do Dao xin Deshen NeiDan, pairámos nas asas dos cânticos até à pureza do ritual e no final, à despedida, o brilho nos olhos de cada um mostrava o fogo do Shen original, claro e tranquilo.


A todos um grande obrigado


Cibei












quarta-feira, 2 de agosto de 2017

8º Retiro de Verão da Associação Daoista de Portugal

4, 5 e 6 de Agosto 2017

O Tema deste ano é:

O CAMINHO INTERNO





Na ótica Daoista, os ritmos do Homem devem ser ajustados aos ciclos da natureza como forma de alcançar Saúde e Longevidade.



Se pela contemplação percebermos o que necessita de ser regulado, poderemos funcionar de acordo com os padrões universais e, deste modo, começar a despir o pesado fardo da ignorância que nos tolhe a saúde física, mental e espiritual.

Por outro lado, ao replicar internamente o movimento regulador do yin e do yang através das práticas, o Daoista harmoniza em si mesmo o equilíbrio universal, entrando em consonância com o Qi que permeia todo o universo, reunindo, assim, o que dantes parecia separado.

Ao longo destes dias, focados no Caminho Interno, vamos aprofundar as Práticas em Movimento, trabalhando com Qi Gong e Tai Ji; através do estudo dos Clássicos e com prática de Meditação Daoista Nei Dan "Dao Xin De Sheng, 道心德身", Harmonizamos o Coração e Pacificamos a Mente.
A alimentação adequada, visando um reequilíbrio do organismo; o convívio e partilha entre os residentes no Retiro; o descanso e a contemplação complementam os tempos de prática, num ambiente totalmente inserido na Natureza.


Vamos desfrutar de um fim-de-semana dedicado a Si, activando a tecnologia multidimensional que é o nosso próprio SER!

Este ano o Retiro decorrerá, tal como no ano passado, na Quinta São José dos Montes, em Ferreira do Zêzere, Tomar.
Todas as Reservas são geridas através da Associação Daoista de Portugal.



Para mais informações, esclarecimentos e confirmações, contacte-nos:
adp317@gmail.com

segunda-feira, 19 de junho de 2017

"The Neidan Experience"


DaoXin DeShen NeiDan, no passado sábado, dia 17 de Junho, no Templo Lao Zi/ADP em Lisboa







segunda-feira, 29 de maio de 2017

Supor que o Tao existe é um Erro que leva à mortalidade


Comunicação apresentada este domingo, 28 de Maio, no 
"II Congresso Lusófono de Ciências das Religiões".



Supor que o Tao existe é um erro que leva à mortalidade

Texto: Mestre José Barreno


Proposta:
A primeira frase do Tao Te Ching é o ponto de partida para o estabelecimento de um paradigma no Taoismo que é, em si, uma proposta para a evolução da consciência do Homem Verdadeiro. Um estudo aprofundado do Tao Te Ching, do Qing Jing Jing, do Zhuang Zi, do Huainanzi e do HuangDi Neijing, entre outros clássicos Taoistas, permite entender, por um lado, a multiplicidade de “taoismos” e, por outro, a unidade que os liga.  Do Tao à Cosmogénese, passando pela evolução do Homem e o seu papel na Sociedade, os Clássicos oferecem as pistas necessárias para Caminhar neste plano na direcção de retorno ao Tao – o único movimento possível. Na prática, é pela constância na observação do interno que se alcançam Silêncio e Quietude por forma a transcender o plano do movimento e alternância (fei chang tao). Para alcançar a dimensão apofática, liberta de todas as imagens, é fundamental a Certeza, ou seja, abdicar da dúvida para dar lugar à espontaneidade do processo.


O TAO, O TAO VERDADEIRO, NÃO É O TAO INCONSTANTE.” Lao Zi
Lao Zi escolheu não definir Tao. Opta antes por definir o que não é Tao. 
Ao não definir Tao, deixa campo aberto para que se possa vislumbrar um traço no mental, de uma forma tão subtil que, quase apagada, surge como luz primeira, oferecendo a possibilidade de um potencial de desenvolvimento embriónico, retroalimentado e autogerado no sentido de não requerer consciência individual, visto que o processo ocorre espontaneamente (自然 ziran) por toda a natureza e é "porta para todas as maravilhas".
Ao optar por definir o que não é Tao - não pode ser visto, palpado ou escutado -, Lao Zi remete para o que tomba debaixo do reino dos sentidos e cuja influência é externa e caótica, convidando à observação do interno para assim alcançar silêncio e quietude, que é em nós uma ausência de movimento, logo transcendente no que a este universo diz respeito.
Portanto, o não ser pode ser aquilo que existe não existindo, ou Tao.
De modo apofático, Lao Zi deixa um legado, ou uma visão, ou um Caminho que, por eliminação, conduz à natureza inata (性 xing) - ou origem verdadeira - que pode ser tida como Pureza e Quietude (清靜 qingjing)
Assim, o Tao da inconstância (非常道 feichang tao), situa-se no plano em que ocorre a alternância cíclica dos movimentos, ou seja, o Tao que caminhamos no decurso da nossa presença neste universo e para o qual o praticante é advertido não ser este o verdadeiro Tao, mas o Tao em que se situa atualmente.
Oferece, deste modo, uma possibilidade para lá do aqui ser. Um caminho a fazer ( jiang), de retorno ( fu) ao Tao indiscritível - por isso sem atributos ou títulos -, que passa em primeira instância por saber navegar num Tao incomum ou extraordinário, conforme a tradução do professor Li Chaobin, da Universidade de Pequim, e que implica adaptar-se sem adaptar(水道shuitao). Por isso, apesar de ambos possuírem títulos diferentes, "ambos têm a mesma origem" e assim, "desprovido de titulo é origem do céu e da terra, mas sendo nomeado é mãe de todas as coisas".

Algo incomum não é necessariamente mau, ou menos bom, ou até bom, mas uma constatação de que o Tao, "a imagem sem imagem", quando necessário, gera formas diferentes que mais não são do que um produto evolutivo do próprio Tao, iniciado por um movimento subtil (动 dong), até ao desenvolvimento pleno, na dimensão material da existência (ming), expresso na multiplicidade e na diversidade (wanwu).
Logo, o Tao é, também no incomum, condição pré-existente para a génese universal, brotando constantemente, assegurando a existência e o desenvolvimento harmonioso das dez mil coisas.  



“O TAO GERA O UM, O UM PRODUZ O DOIS, O DOIS CRIA O TRÊS E O TRÊS AS DEZ MIL COISAS”
Fixado num ponto original, o Tao é agora a raiz (gen)imóvel que nutre e restaura, numa incessante cascata de eventos, suportado num processo operativo com uma dinâmica matemática e automática que desemboca na experiência do universo substancial, cujo desenlace se expressa, como atrás referido, na multiplicidade.
É de facto extraordinário o modo como o Tao opera, gerando uma possibilidade transformativa contínua, estabelecendo como primado universal a mudança constante – sendo exatamente esta mesma alternância a que observamos entre o dia e a noite, o alto e o baixo, o interno e o externo, enfim, o yin e o yang
Logo, é pela constância (chang) na observação (guan) dos fenómenos e da sua dinâmica operativa (Wu Xing), baseada na não ação (無為 wuwei), integrando sem separação e assim respeitando o justo equilíbrio, que se encontra a oportunidade de finalmente perceber que as coisas e as formas são afinal, não coisas e não formas.



“TAO NÃO TEM FORMA, MAS PODE DESVELAR-SE COMO CONSCIÊNCIA”. Mestre Meng Zhiling, Chinese Taoist College, Bai Yun Guan (Pequim), 2012
Deste modo, a essência do Tao pode continuamente assegurar a transformação dos seres, num ciclo que só terminará quando desperta a consciência que transcende a visão comum sobre a natureza e os seus fenómenos.  
A natureza da transformação fica acessível pela utilização devida de intenção e vontade (yi e zhi), por forma a esvaziar (kong) o pré concebido ou a falsa experiência auto infligida (shouxin) condição para que n e domínio espiritual e sensitivo, possam superar a regra que o plano impõe, permitindo que retornem ao que é original e numinoso, realizando o que se pode denominar de fusão com o todo ou aspeto original da alma, conforme o Tao Te King, no seu capitulo 10, demonstra: "se o homem conseguir que a alma espiritual controle a sua alma sensitiva (...) elas poderão permanecer indissolúveis".    
Nesse momento, cessará a transformação, visto que, ao realizar a sua natureza original, entenderá que a origem não é mutável, apesar de fonte de mutação.    
Assim, nada mais restará que requeira mudança, ou que implique movimento, resistência e desgaste.
Na quietude em que o EU deixa de interferir é produzida a ressonância que permite superar a dualidade.
Superar a dualidade, significa não necessitar de escolher. 
Não escolhendo, a probabilidade de erro pela (re)acçãodiminui. 
Assim, não escolher leva ao não agir e este à quietude e à Paz.
Deste estado de vazio absoluto ou não existência, de não movimento ou não ação, impossível de discrição, de visualização e de sensação, que, nas palavras de LaoZi, é também impossível de ser nomeado, surge, por negação, a verdade (zhen).

Por isso, o sábio não julgaantes "vê na obscuridade e entende no silêncio", evitando classificar e dividir, mas antes preferindo clarear a mente e tranquilizar o coração, por forma a manter esse estado de quietude e pacificação interna,"(...) como aqueles que obtêm a paz suprema no coração (...) pois o grande homem é tranquilo e isento de pensamento, silencioso e pacificado."
Só assim pode a paz brotar. 
Esclarecida e límpida, eivada de verdade e confiança, renovada em cada momento de quietude cultivada no mais íntimo do ser, como "aquele que é puro e tranquilo e desse modo o modelo do universo", assim produzindo a ressonância verdadeira que sustenta toda a criação. 
Deste modo, a paz que qualquer um pode e deve, no silêncio, em si construir, será a mesma que amanhã reconhecerá nos locais que frequenta, pois "se ele o cultiva no seu reino, a virtude florescerá"contribuindo desse modo para uma sociedade mais justa, esclarecida e pacifica.
Justa porque integrante e igualitária, gerando o equilíbrio que permite o florescimento de forma livre, dinâmica e criativa.
Esclarecida porque clara e transparente e assim acessível.
Pacifica porque baseada na quietude e não ação.



“…CHAMADO A NOMEÁ-LO, CHAMAR-LHE-IA TAO.”
Assim, sabendo sem saber, sendo sem ser, numa consciência adimensional e equalitária (無無亦無wuwu yi wu), despida da ignorância, mas ataviada pelo puro e único (Yi Qi), alcançada pela obra em si e por si, com denodada constância, pode o caminhante percorrer a vida, consciente de que a mudança é um resultado operativo cuja essência se denomina Tao, existindo antes do existir num contínuo para lá do existente.
Há uma coisa misteriosa
Indefinida mas perfeita
Que já existia mesmo antes do Céu e da Terra
Em silêncio e no vazio do espaço
Roda em torno de si mesma sem parar
Poderá ser chamada a Mãe da Natureza
Não se lhe conhece um nome
Por isso se lhe chama TAO
Arbitrariamente pode considerar-se Grande
Sendo Grande gira sem cessar
Regressando sempre ao seu ponto de origem
Por isso TAO é supremo
O Céu é supremo
A Terra é suprema
Também supremo é o Homem
Existem no Universo
Quatro poderes supremos
Um deles é o Homem
O Homem segue o destino da Terra
A Terra segue o destino do Céu 
O Céu segue o destino de TAO
TAO assume o seu próprio destino
(Cap. 25 do Tao Te King, tradução João C. Reis e Maria Helena O. Reis)